II Fórum Estadual do Comércio – “Corredores que destravem o RS”

Essencial para aumentar a competitividade do Rio Grande do Sul, a logística ocupou a centralidade do debate em torno dos “Corredores que destravem o RS”, com os deputados estaduais Joel Wilhelm e Guilherme Pasin e participação do presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner. 

Wilhelm criticou os modelos de concessão rodoviária propostos pelo governo do Estado para os blocos 1 e 2. Segundo ele, a previsão de arrecadação das concessões em 30 anos chega a R$ 15 bilhões, enquanto os investimentos estimados são de R$ 6 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões apenas em custos operacionais. “Todos concordam que precisamos de rodovias melhores e mais seguras, mas não a qualquer preço e não a qualquer concessão”, afirmou.

O parlamentar também destacou o impacto do modelo de pedágios sobre trabalhadores, estudantes e o turismo. Conforme exemplificou, na ERS-239, entre Estância Velha e Riozinho, a proposta prevê a ampliação de uma para cinco praças de pedágio, elevando o custo de ida e volta de R$ 6,50 para cerca de R$ 30. Ele ainda apontou problemas no bloco 3, já em operação na Serra, dizendo que as cinco praças de free flow representam 25% de todas as multas aplicadas no Rio Grande do Sul nos últimos dois anos, somando mais de R$ 250 milhões. Pasin reforçou o mesmo posicionamento. “Nós não somos contrários a qualquer tipo de privatização ou concessão. O que não somos favoráveis é a concessões e privatizações mal feitas”, afirmou. O deputado disse que há uma proposta par o governo para consertar o bloco 3 e rever os bloco 1 e 2.

Ao ampliar o debate para outros modais, Pasin afirmou que o Rio Grande do Sul precisa avançar em hidrovias, ferrovias, aeroportos e portos para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade econômica. Ele lembrou que o Estado possui o segundo maior potencial hidroviário do Brasil, atrás apenas do Amazonas, mas enfrenta problemas históricos de dragagem e navegabilidade. Entre os projetos considerados estratégicos, destacou o Porto Meridional, em Arroio do Sal, estimado em R$ 6,8 bilhões de investimentos privados. “O Porto de Arroio do Sal é um equipamento extremamente estratégico, que não vai demandar um único real de investimento público”, afirmou.

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