Em Caxias do Sul, Federação Varejista do RS leva insights da NRF 2026 para lojistas

Da mais relevante feira de varejo do mundo para o Rio Grande do Sul – os insights colhidos por especialistas e lojistas na NRF 2026 chegaram aos gaúchos por meio da Federação Varejista do RS, que promoveu, em parceria com a CDL Caxias do Sul, um encontro temático para associados. A palestra técnica, ministrada pelo especialista Fabiano Zortéa, ocorreu na noite de 11 de fevereiro, seguida de painel com Ivonei Pioner e Viviane Feltrin.

Com a autoridade de quem acompanha as tendências do varejo há cerca de duas décadas, Zortéa compartilhou informações importantes extraídas da visitação à feira, que ocorreu em janeiro, e do circuito de visitas técnicas do qual participaram os lojistas integrantes da missão. Entre os caminhos apontados pela feira, um deles é a necessidade de desacelerar. “As pessoas estão ficando saturadas pelo excesso de estímulos, e o ponto de venda físico, a loja, precisa ser um local que permita essa ruptura, que ofereça experiência, que crie conexão”, destacou Zortéa. Outro ponto importante foi a necessidade fundamental de o comércio aderir às ferramentas de Inteligência Artificial. “Não se discute mais se é preciso ou não implementar a I.A. O olhar é o de como tornar essa colaboração mais assertiva, de modo que o varejista ganhe competitividade por meio delas”, apontou. Utilizar os recursos tecnológicos não significa, no entanto, mecanizar o varejo. “Loja física é para quem entende de gente, e o atendimento no ponto de venda precisa honrar o tempo daquele cliente que optou por ir, pessoalmente, até o estabelecimento”, lembrou.

Essa percepção foi compartilhada, também, pelos lojistas que estiveram na missão que visitou a feira neste ano. “Realmente nos chamou a atenção como a I.A. já está sendo utilizada, não é algo do futuro, está, hoje, presente no varejo. E precisamos entender que não vamos perder nossos empregos e negócios para a I.A. Mas sim para outras empresas que façam melhor uso dessa ferramenta. Ela já está muito sendo usada por muita gente e a gente não pode esperar”, disse Viviane Feltrin. Nesse contexto, perceber a I.A. como uma aliada é fundamental – mas não como uma substituta do elemento humano. “A tecnologia serve para nos ajudar a sermos mais humanos. Precisamos utilizá-la para ter tempo de cuidar daquilo que só nós sabemos fazer, daquilo que uma máquina jamais poderá fazer”, disse Pioner, que além de presidente da Federação Varejista, é lojista e acompanha a NRF há nova edições.

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