Federação Varejista do RS completa cinco anos de fortalecimento ao comércio gaúcho

No período, organização ampliou sua representatividade e consolidou iniciativas de inovação aos negócios

Há cinco anos, a Federação Varejista do Rio Grande do Sul surgia para reunificar o movimento cedelista ligado à Confederação Nacional dos Dirigentes Lojista (CNDL) a fim de ser a voz do varejo gaúcho. O aniversário da entidade, comemorado no dia 15 de setembro, ressalta sua criação como uma organização agregadora e aberta ao diálogo, marcas que a acompanham em sua exitosa trajetória desde então.

O perfil conciliador, aliás, foi vital para o resgate do movimento lojista no Rio Grande do Sul, tido como uma das grandes conquistas da organização no período. “Conseguimos reconectar todas as entidades gaúchas ao movimento nacional e à CNDL”, comemora o presidente da Federação, Ivonei Pioner. Nesse aspecto, outro notável triunfo foi devolver o SPC Brasil – serviço operado com exclusividade no Estado pela organização – em condições de qualificação e competitividade. “Hoje, as associadas podem comercializar o SPC com margem justa e treinamento comercial sempre que precisarem”, diz.

O diálogo propositivo, estabelecido com entidade setoriais e o poder público, galgou a Federação a fundamentar sua representatividade diante dos distintos poderes nas esferas estaduais e nacionais, outro de seus êxitos nesses cinco anos de atuação. Uma condição na qual a pasta de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) opera a ativação com parlamentares e governantes na defesa das pautas da categoria, além de incentivar a criação desses organismos nas CDLs associadas, inclusive com a distribuição de cartilhas para indicar como elas devem proceder para tal propósito. A entidade também oferece entre os principais serviços as soluções do SPC Brasil, como consultas de crédito, Score, Cadastro Positivo, prevenção a fraudes, cobrança, certificação digital e serviços financeiros. Os associados também têm acesso a condições comerciais diferenciadas e parcerias com empresas de diversos setores, incluindo a Chevrolet, que oferece condições diferenciadas para adquirir veículos da marca.

Fortemente amparada nos valores do associativismo, a organização atua como um dínamo para desenvolver negócios, estimular o empreendedorismo e estabelecer conexões entre lojistas e consumidores. Dessa forma, cria as condições para o fortalecimento das CDLs associadas, promovendo ações, produtos e serviços para o contínuo progresso do varejo gaúcho. Uma dessas frentes está amparada no fortalecimento do empreendedorismo feminino, tema do qual a Federação Varejista mostra seu pioneirismo no sistema CNDL. Foi ela quem incentivou a criação da CDL Mulher RS, política posteriormente adotada em âmbito nacional, e que resultou, entre outras ações, no Encontro da Mulher Empreendedora – cuja quarta edição ocorre no próximo dia 17, em Bento Gonçalves, reunindo palestras e painéis com mulheres referenciais no ambiente do empreendedorismo.

Estabelecida em Porto Alegre, a FVRS acredita na soma das forças e no diálogo franco e propositivo para incentivar a união e, assim, atuar com parcerias para construir o futuro. Hoje, lidera mais de 35 mil CNPJs em mais de 100 municípios, uma força coletiva que se traduz em serviços exclusivos, eventos setoriais e no auxílio comunitário, como ocorreu diante da catástrofe climática de 2024, quando a Federação criou a campanha Reergue RS, a fim de arrecadar doações e recursos por meio do associativismo lojista de todo o país. Desse episódio traumático da história gaúcha surgiu o Fórum Estadual do Comércio. Duas edições já foram realizadas, ambas em Porto Alegre, reunindo nomes como do governador Eduardo Leite e do economista Ricardo Amorim, além de líderes políticos e da iniciativa privada. Em 2024, a discussão centrou nos caminhos para a reconstrução do Estado após as cheias, enquanto neste ano o debate focou no cenário econômico do país, destacando pautas como a escala de trabalho 6×1 e a reforma tributária.

O fomento ao desenvolvimento do varejo gaúcho, um dos vértices da atuação da entidade, se ancora ainda em duas frentes da quais a Federação também serviu de modelo para a expansão dentro do sistema, a CDL Academy e a CDL IA, mais uma vez ratificando seu pioneirismo. As iniciativas demonstram a preocupação da entidade em facilitar a transição para os novos tempos digitais, um ambiente que costuma não perdoar erros. A CDL Academy é uma inovadora plataforma de capacitação e informação voltada aos lojistas e seus colaboradores, disponível para todas as CDLs, a fim de levarem os negócios à excelência. Entre os cursos disponíveis, destacam-se os voltados para vendas, marketing digital, comunicação e atendimento ao cliente, sempre com foco na experiência do consumidor. A plataforma também oferece programas de formação com certificação de extensão pela UCS e jornadas de conhecimento com temas específicos, como redes sociais, tráfego pago, Black Friday, e-commerce e Natal. Já a CDL IA, diferentemente das IAs genéricas disponíveis gratuitamente, é uma plataforma de inteligência artificial criada especialmente para o varejo e o segmento de serviços, sendo direcionada a micro, pequenas e médias empresas. Treinada com foco no dia a dia do lojista brasileiro, com linguagem simples, soluções práticas e fluxos de gestão já prontos, ela atua como uma consultoria digital 24 horas por dia, ajudando os negócios a se tornarem mais competitivos e rentáveis. De obrigações legais e trabalhistas a vendas, atendimento e marketing digital, passando por temas como gestão financeira, estoque e precificação, a CDL IA ainda oportuniza estratégias e análise de mercado e capacitação de equipe.

A aproximação com a IA é colocada como um dos grandes desafios atuais da Federação. “Precisamos ajudar o varejo a fazer a virada que precisa, porque a IA veio para mudar o ritmo dos negócios. A loja física passa a ser um lugar de experiência, e há uma reinvenção da forma de ser encontrado e de vender”, pontua Pioner. Ele acredita que outros dois assuntos se juntam a esse para que o varejo possa suplantar para ter dias melhores. “Um é a política econômica do país. Nós temos um país ainda com muita instabilidade, e isso tem dificultado por demais o planejamento das empresas para que possam fazer a construção do seu futuro. E um outro grande desafio que nós temos até 2033 é entender como será o futuro a partir da reforma tributária, que muda demais a nossa realidade”, considera.

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