A Federação Varejista do Rio Grande do Sul (RS), entidade representativa do setor de comércio no estado, manifesta sua posição de contrariedade quanto às recentes medidas de taxação sobre compras internacionais, comumente referidas como a “taxa das blusinhas”.
A entidade avalia que a medida carece de diretriz estratégica e reflete um movimento de caráter político-eleitoreiro, cujas consequências impactarão severamente a sustentabilidade do varejo nacional. É imperativo destacar que, embora o debate público se concentre nas grandes redes varejistas, o impacto mais severo recairá sobre os pequenos e médios empresários, que compõem 90% do setor varejista do país.
Diferente das grandes corporações, que possuem capacidade de adaptação logística e financeira para diversificar portfólios e realizar promoções agressivas, o pequeno empreendedor opera com margens limitadas e pouca flexibilidade estrutural. A imposição de novas cargas tributárias, sem uma contrapartida de fomento ou suporte técnico, torna inviável a competição com produtos de origem estrangeira.
Tal cenário projeta riscos diretos para a economia brasileira, incluindo:
– Aumento do desemprego: A incapacidade de competição reduz a viabilidade das operações, forçando o encerramento de postos de trabalho.
– Fragilidade financeira: O setor já enfrenta desafios estruturais e baixa produtividade, sendo agora onerado por decisões que desconsideram a realidade da maioria dos empreendedores.
A Federação Varejista do RS reitera sua preocupação com a falta de interlocução técnica prévia e com a desconsideração dos impactos estruturais sobre os 90% de empreendedores que sustentam a economia local. A entidade permanece à disposição para contribuir com o diálogo técnico, visando o equilíbrio entre a arrecadação fiscal e a necessária sobrevivência do mercado varejista.
Ivonei Pioner Presidente da Federação Varejista do RS



