Os dados mais recentes do SPC Brasil apontam um aumento no número de consumidores reincidentes na inadimplência no Rio Grande do Sul. Os indicadores revelam um cenário de maior dificuldade para parte das famílias em regularizar as pendências financeiras.
No mês de novembro, 83,84% das negativações no estado foram de consumidores reincidentes, ou seja, que já haviam aparecido nos cadastros de inadimplentes pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Desse total, 63,30% eram pessoas que continuavam com dívidas antigas não pagas, enquanto 20,53% tinham saído da lista de devedores durante o último ano, mas retornaram ao cadastro. Já os consumidores sem histórico de restrição recente representaram 16,16% do total registrado no período. Outro dado que chama atenção é o tempo médio entre o vencimento de uma dívida e o surgimento de uma nova pendência entre os reincidentes, que ficou em 74,3 dias. No acumulado de 12 meses encerrados em novembro, o número de consumidores reincidentes no estado apresentou alta de 21,93% em relação aos 12 meses anteriores.
A análise por faixa etária mostra que a maior participação entre os reincidentes está no grupo de 30 a 39 anos (25,05%), seguido pelas faixas de 40 a 49 anos (23,65%) e de 50 a 64 anos (22,09%), fechando a média de idade em 45,4 anos. Quanto ao perfil por sexo, 54% dos consumidores reincidentes são mulheres, enquanto 46% são homens.
Ao contrário, o indicador de recuperação de crédito apresentou redução. O número de consumidores que conseguiram sair das listas de inadimplência em novembro de 2025 ficou 15,97% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. O resultado é maior do que o observado na Região Sul (-11,63%) e na média nacional (-7,60%). A queda se concentrou principalmente entre aqueles que levaram de 4 a 5 anos para quitar suas dívidas, faixa que apresentou variação de -23,09% no acumulado de 12 meses. Entre os consumidores que regularizaram suas pendências, a maior participação foi registrada na faixa de 50 a 64 anos (26,03%), seguida pelos grupos de 40 a 49 anos (19,95%) e de 30 a 39 anos (18,82%), ficando com média de 50,5 anos. Em relação ao perfil por sexo, 52,10% dos consumidores recuperados são mulheres e 47,90% são homens.
O valor médio pago pelos consumidores que conseguiram regularizar suas dívidas em novembro foi de R$ 3.043,87. Destes, a maior parte quitou débitos de menor valor, 59,05% pagaram dívidas de até R$ 500, percentual que chega a 71,89% quando consideradas dívidas de até R$ 1.000.



