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Oscar Schmidt: “Sempre treinei a exaustão. Precisamos disso para nos aprimorar”

Notícias de associados: Federação Varejista do RS

Um dos maiores ídolos do basquete nacional, o Mão Santa Oscar Schmidt, vai estar em Santa Cruz do Sul no dia 21 de novembro, por conta da 4ª edição da Convenção Regional da CDL. O evento ocorre no Parque da Oktoberfest. A programação inicia a partir das 12h com a abertura do credenciamento e início das palestras às 13h30 até, em torno das 19h, com um Happy Hour para encerrar as atividades.

A 4ª Convenção Regional irá contar com a presença de três palestrantes, dentre eles, uma das principais estrelas da história do basquete nacional, o mão santa Oscar Schmidt, que vai abordar em sua palestra o tema “Paixão” e irá falar sobre motivação e superação. Além de Oscar, Fabiano Zortéa e Artur Vasconcellos irão compor o time de palestrantes.

Leia a seguir uma entrevista concedida especialmente para a organização do evento:

Pergunta – Você é exemplo de superação ao se tornar ídolo em um esporte. Conte um pouco desta paixão pelo basquete.
Oscar Schmidt – Não tenho muito que contar. Eu era apaixonado por basquete e consegui fazer uma carreira bonita, com alguns títulos importantes. Então, espero que as pessoas tenham visto tudo isto e que gostem cada vez mais de mim.

Pergunta – Qual o segredo para você chegar ao topo e ser uma referência para os mais jovens?
Oscar Schmidt – Eu nem gostava de basquete. Meu sonho era jogar futebol e eu estava indo bem jogando futebol. De repente, numa aula de Educação Física, meu professor, o Zezão, falou para mim: “Oscar, já sei que você não gosta, mas eu sou técnico do Unidade Vizinhança. Você poderia dar uma passada lá e de repente você volta a gostar”. Eu perguntei: Que dia que é? Ele respondeu: É todo dia! Falei: Opa! Já gostei mais. Aí eu fui e o técnico da minha categoria era um cara que fazia uns exercícios estranhos. Ele colocava uma fileira de pedrinha no chão e mandava driblar com uma mão e pegar a pedrinha com a outra. Mudava o exercício: colocava uma cordinha e tinha que passar por cima e por baixo da cordinha. Um dia estava treinando arremesso e ele chegou: Oscar, você ta vendo cesta? Eu disse: Não. (estava com a bola defronte os olhos) Aí ele mandou eu levantar a bola acima da cabeça. Eu falei que não iria acertar a cesta. Ele me disse uma das coisas mais importantes da minha vida: Começa certo que um dia você acertar muitas. É o mesmo que uma frase de um vidente, né. E foi isso que aconteceu. O Zezão já faleceu algum tempo, mas esse cara, que era um japonês, Laurino Miúra, e faleceu no ano passado.

Pergunta – Quais as dicas que pessoas de diferentes setores devem seguir para conseguirem se diferenciar nas suas profissões?
Oscar Schmidt – Só tem uma coisa a fazer. Treinar muito. Muitas vezes eu saía quase vomitando do treino, porque é o extremo que pode acontecer com uma pessoa. Que é dar ânsia de vômito, mas eu passei a gostar do basquete. Por isso, é preciso ter determinação e treinar o que se faz. Eu sou apaixonado pela palavra treinamento porque é algo que vale para qualquer pessoa. O jogador de futebol ou besquete, todos os atletas que treinarem muito. Mas o treinamento para um vendedor? Eu não sei, mas ele deve repetir este ato muitas vezes para terem sucesso. Creio que o treinamento seja a base de tudo.

Pergunta – Você atuou em Santa Cruz do Sul como adversário do Pitt/Corinthians, guarda muitas lembranças da época?
Oscar Schmidt – Sim, sobretudo que meu técnico da Seleção, o Ary Vidal, era o treinador do Pitt/Corinthians. E tinha aquele negócio de jogar bem contra o meu técnico, era uma motivação a mais. Vir a decidir o campeonato contra numa melhor de cinco jogos e ganhar o título foi lindo.

Pergunta – O basquete mudou muito em relação à sua época? O que diz para a garotada que está iniciando no esporte.
Oscar Schmidt – Mudou muito. Quando eu comecei a jogar, a gente nem via a NBA. Para ver uma partida da NBA passava dez dias para assistir um jogo. Hoje na televisão você tem canais que passam só jogos da NBA. Então fica mais fácil das crianças acompanharem os jogos da NBA. Mas tem uma coisa: não adianta ficar acompanhando os jogos deles e querer jogar igual a eles. Você tem que treinar muito. Para ser melhor que um jogador da NBA, tem que sair de quadra com ânsia de vômito de tanto treinar.

Pergunta – A cidade vive um clima de retomada do basquete, com o União Corinthians, ainda acompanha o basquete no cenário nacional?
Oscar Schmidt – É claro que acompanho. Vejo tudo que passa de basquete na televisão. Vejo NBB, vejo NBA, vejo jogos da Europa. Se você ficar em contato com os jogos e falo sobre basquete. Acaba tirando a minha vontade de jogar basquete. Como já gastei tudo mesmo, me completo assistido os jogos e falando sobre basquete.

Pergunta – Em relação aos empresários (público nas palestras da Convenção Regional da CDL), quais os conselhos para serem bem sucedidos nas suas operações?
Oscar Schmidt – Meus conselhos são da minha carreira, que eu achei linda. Ganhei tanto troféu que não consigo nem contar. O importante é você ter vontade de melhorar. E eu sempre tive essa vontade. Digo isso também a todos que me procuram, em especial aos empresários. É preciso se aperfeiçoar naquilo que se faz e muitas vezes, é necessário sofrer.

Redação: Assessoria CDL Santa Cruz do Sul
Edição e coordenação: Marcelo Matusiak

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