O relatório de inadimplência de setembro, organizado pela Federação Varejista RS a partir da base de dados do SPC Brasil e considerando oito municípios da Região Metropolitana (Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, Porto Alegre, Sapucaia do Sul e Viamão), mostra que, na região, o número de devedores cresce em ritmo mais lento do que o observado em outros recortes regionais. Em média, houve aumento de 6,26% no volume de inadimplentes entre os oito municípios em setembro, em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto, a variação foi de 2,83%.
Nos dois recortes, a variação média é inferior à observada no mesmo mês no Rio Grande do Sul (7,99% e 3,03%, respectivamente) e na Região Sul (9,75% e 3,26%). No recorte nacional, os números ficam mais próximos. A alta anual no Brasil foi de 6,97%, pouco acima da registrada na Região Metropolitana, enquanto a variação mensal ficou abaixo, em 2,07%.
Ainda assim, os valores devidos pelos consumidores desses oito municípios são maiores do que os observados no Estado como um todo. Quando somadas todas as dívidas de um inadimplente, ele devia, em média, em setembro, R$ 5.680,32 na Região Metropolitana, contra R$ 5.665,24 no Rio Grande do Sul.
O comportamento dos consumidores de cada município, porém, não é uniforme. Em Cachoeirinha, onde o volume de inadimplentes cresceu 6,98% no comparativo com setembro do ano passado, a soma média das dívidas de cada consumidor chegou a R$ 6.039,81, o valor mais elevado da região. O menor valor acumulado médio foi observado em Alvorada, de R$ 5.226,27. O município, por outro lado, registrou o maior crescimento percentual de inadimplentes ano a ano entre os oito avaliados, de 7,27%, índice que ainda assim fica abaixo dos verificados no Estado e na Região Sul. Alvorada também lidera o aumento anual no acúmulo de dívidas por consumidor, com 19%, e o número médio de dívidas por inadimplente, de 2,74.
Quando considerada a variação mensal no volume de devedores, Porto Alegre foi a cidade com maior estabilidade, com alta de 2,17%, cerca de um terço abaixo da registrada em Cachoeirinha, de 3,31%, a mais elevada entre os oito municípios. Na Capital, assim como nos demais municípios da região, as dívidas têm um perfil de maior prazo. Em média, um terço dos consumidores no cadastro do SPC na região tem dívidas com atraso entre um e três anos, e um quarto, entre quatro e cinco anos.
Na maior parte dos municípios da região, a faixa etária mais numerosa entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, característica que se repete nos dados estaduais do levantamento do SPC. Em Porto Alegre (22,98%) e em Viamão (23,35%), porém, predominam no cadastro os consumidores entre 50 e 64 anos. Nesses dois municípios, diferentemente dos outros seis, onde há quase igualdade de gênero entre os devedores, a maior parte dos inadimplentes é de mulheres. Em Porto Alegre, elas representam 53,34% e, em Viamão, 52,67% dos cadastrados. Os bancos são os principais credores na Região Metropolitana e, em Porto Alegre, respondem por 67,27% dos registros.
Mesmo com valores médios devidos maiores do que os observados no recorte estadual, a Região Metropolitana repete o ritmo menos acelerado quando considerado o crescimento no número de dívidas. No comparativo com setembro de 2025, em média, houve aumento de 16,23% no acúmulo de dívidas na Região Metropolitana. No recorte estadual, o crescimento foi de 17,42%, e na Região Sul, de 17,19%. Em relação a agosto, a variação média entre os oito municípios avaliados foi de 3,91%, a mesma observada no Rio Grande do Sul.



