Dados compilados pela Federação Varejista do RS mostram alerta para questão da inadimplência
Apresentados pela Federação Varejista do RS, dados do SPC Brasil de abril mostram que o consumidor no Rio Grande do Sul segue, como registrado nos últimos meses, com dificuldade para recuperar sua capacidade de crédito. Considerando o período das dívidas consideradas no índice de inadimplência, somente aqueles com valores em atraso entre 1 e 3 anos tiveram uma leve recuperação de 8,99% em relação a abril de 2025. Este recorte de inadimplentes representa, porém, somente 1,89% dos devedores gaúchos.
Em média, houve redução de -12,66% em recuperações de crédito no Estado nos últimos 12 meses. Volume que mantém uma tendência verificada nos últimos meses, bem pior do que a redução na recuperação de crédito entre os estados do Sul (-7,77%) e no País (-2,92%). O pior índice está entre aqueles de dívidas de mais longo prazo, entre 4 e 5 anos (-29,50%), mas também houve variação percentual negativa quando considerada a capacidade de recuperação de crédito para dívidas de até 90 dias, com queda de -12,33% no indicador.
Aqueles que acumulam dívidas há até 90 dias representam 66,6% dos inadimplentes gaúchos. Quem conseguiu pagar algum valor devido em abril, considerando as dívidas acumuladas, desembolsou, em média, R$ 2.693,86, valor inferior ao verificado em março (R$ 2.785,33). Em 62,44% dos casos, os devedores pagaram até R$ 500.
O levantamento mostra que o crescimento percentual médio de inadimplentes segue em ritmo constante em relação a 2025. Em abril, houve crescimento de 9,30% em relação a abril do ano passado, enquanto em março, a alta foi de 8,78% e em fevereiro, de 9%. Na variação mês a mês, também há aumento novolume de inadimplentes, de 0,89% entre março e abril. A dificuldade em sanar suas pendências se verifica também na reincidência de devedores aqueles que seguem no cadastro ao longo dos últimos 12 meses ou que saíram do cadastro mas retornaram dentro do período de 12 meses. Eles representam 87,59% dos inadimplentes, com um crescimento de 18,74% no número de reincidentes desde abril passado.
O valor acumulado médio das dívidas segue de quase o dobro do que os consumidores inadimplentes conseguem pagar. Acumulam, em média, R$ 5.489,71 quando somadas todas as dívidas. Em 12 meses, houve aumento de 19,17% no número de dívidas acumuladas por devedor, variação acima das verificadas regional e nacionalmente. Conforme o SPC Brasil, o maior crescimento de dívidas aconteceu com inadimplência entre 1 e 3 anos (35,06%). Em 40,43% dos casos, os inadimplentes devem até R$ 1 mil.



