Como a IA está revolucionando o varejo

Por Ivonei Pioner, presidente Federação Varejista do RS

Aumento de eficiência e redução de custos são argumentos mais do que consistentes para quem está pensando se deve investir em inteligência artificial. Afinal, todo estabelecimento quer aumentar a sua margem de lucro. A despeito da capacidade de investimento de cada um, a aplicação dessa tecnologia, inegavelmente, está revolucionando o varejo – e de modo como talvez nunca tenha ocorrido antes. Por isso, é sugerível não ficar de fora dessa transformação.

A tecnologia está posta, e veio para ficar. Lutar contra representa uma resistência sem sentido, porque ela já é uma realidade no varejo. Mesmo no Brasil. Quase metade dos lojistas do país já empregam em seus estabelecimentos a IA, mais precisamente 47%, conforme a pesquisa a Inteligência Artificial no Varejo, conduzida pela Central Varejo. E, como se percebe, há muita margem para crescer, já que mais da metade ainda não introduziu essa tecnologia em suas lojas. Nos estabelecimentos do Brasil, ela está mais disseminada em duas frentes principais, no atendimento ao cliente e no marketing. Uma aplicação frequente quanto ao atendimento é via chatbots, ajudando a tornar a comunicação mais ágil. Os chatbots humanizados são outra opção, ainda melhor, com maior compreensão da linguagem e personificação.

O uso de IA já está espalhado por diversos setores do varejo, contribuindo para simplificar atividades repetitivas. Isso inclui, por exemplo, a automação de processos, auxiliando em ofícios como gestão de estoque e vendas de produtos. A automatização de checkout não só agiliza a compra como já comunica o registro de venda e alimenta com informações em tempo real o estoque, em tempo real.

Outra das mais importantes contribuições da IA, talvez para muitos a melhor delas, seja a de melhorar a tomada de decisão, reduzindo as chances de erro e aumentando, consequentemente, as de acerto. Com cada vez mais dados sendo produzidos, a IA pode fazer todo trabalho de análise, identificando padrões e percebendo tendências. No caso do e-commerce, esses dados geram conteúdo para personalizar a jornada de compra do cliente, criando um cardápio de itens com os quais ele mais interage.

Em um mundo em que a tecnologia segue nos surpreendendo, é inimaginável o que pode vir nos próximos anos. Não importa se pequenos, médios ou grandes comércios, todos precisam estar a par das evoluções da tecnologia. Por ora, nos cabe segui-la para não perder o bonde da história. E, principalmente, para manter os estabelecimentos competitivos e rentáveis.

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