Liderança para abrir caminho ao empreendedorismo feminino

Por Débora Balbinotti Lunardi, diretora da CDL Mulher RS

Falar sobre empreendedorismo feminino é reconhecer que, por trás de cada empresa liderada por uma mulher, existe uma história de coragem, desafios, escolhas e, muitas vezes, a necessidade de conciliar diferentes papéis ao mesmo tempo. No Rio Grande do Sul, um em cada três pequenos negócios são liderados por mulheres, o que equivale a mais de 580 mil empreendedoras. O Brasil também acompanha esse movimento, com mais de 10 milhões de mulheres que decidiram criar seus próprios caminhos profissionais. São números que mostram as mulheres ocupando cada vez mais espaços de decisão e liderança, e uma jornada que não precisa – e nem deve – ser solitária.

É justamente por isso que as redes de apoio são um dos grandes instrumentos para fortalecer o empreendedorismo feminino. Na CDL Mulher RS, buscamos construir esse ambiente. Desde 2022, quando a iniciativa foi criada por meio da Federação Varejista do RS, nosso propósito tem sido oferecer às mulheres conhecimento, mas não apenas isso. Relacionamento e acolhimento conversam nessa mesma frequência. Afinal, muitas vezes, uma simples conversa ou uma história compartilhada pode ser o impulso que faltava para alguém seguir em frente.

Eventos como o nosso Encontro da Mulher Empreendedora tornam isso mais evidente, pois representam um espaço de identificação. Nós reunimos mulheres que vivem desafios parecidos, mas também sonhos e histórias que podem inspirar umas às outras. Tudo isso nós fizemos para fortalecer a presença feminina nos negócios, oportunizando um suporte para que elas estejam amparadas, com conhecimento e união, para prosperarem. É fundamental que elas avancem, pois, além da independência financeira, elas melhoram o mercado, tornando-o mais diverso, inovador e igualitário. Nesse sentido, também precisamos gerar oportunidades concretas, por isso, promovemos anualmente a Rodada de Negócios, encontros simultâneos nos núcleos femininos nas CDLs filiadas à Federação, aproximando empresas lideradas por elas de outras mulheres, criando oportunidades e relacionamentos.

Ainda temos muito a avançar. Sessenta por cento das empreendedoras gaúchas são responsáveis pelo domicílio, precisando conciliar o negócio com outras responsabilidades. Assim, precisamos fortalecer o empreendedorismo feminino porque isso significa, também, fortalecer a equidade. Quando uma mulher cresce, ela não cresce sozinha. Ela movimenta sua família, sua comunidade, gera empregos, cria oportunidades. Que cada vez mais mulheres encontrem apoio para transformar suas ideias em negócios.

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